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Associação Akredita em Ti leva projeto a bairros sociais

2017-06-20

Os bairros da Abelheira e da Amendoeira estão a ser alvo de uma nova intervenção na Freguesia de Quarteira. Durante os próximos dois anos, será implementado o Projeto Akredita + E6G, que prevê, entre outras iniciativas, a criação de um ginásio para o cérebro e oficinas de dança, teatro, música, meditação e relaxamento.

As atividades inserem-se num programa de apoio ao estudo, já que o projeto preconiza uma resposta social baseada na valorização do potencial das crianças e dos jovens para a promoção do sucesso escolar e da sua inclusão social.
Um dos vencedores a nível nacional e um dos quatro melhores a nível regional para o respetivo financiamento no âmbito do Programa Escolhas, o Projeto Akredita + E6G é desenvolvido pela Associação Akredita Em Ti, em parceria com a Junta de Freguesia de Quarteira e o apoio da Câmara Municipal de Loulé, Agrupamento de Escolas Dra. Laura Ayres, Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Loulé e Instituto Português de Desporto e Juventude.

No terreno estão em desenvolvimento várias atividades, como o apoio psicopedagógico e terapia assistida por animais, intercâmbios nacionais e internacionais, oficinas de pais e voluntariado jovem.
Aumentar as qualificações e a corresponsabilização dos familiares no processo educativo e promover a ocupação saudável dos tempos livres, o desenvolvimento de competências variadas e a cidadania ativa, constituem metas do projeto, desenvolvido por uma equipa constituída pela coordenadora e psicóloga educacional Sandra Mendonça, pela educadora social Sónia Luz e o monitor de futebol e de música Rúben Andrade.
O projeto conta ainda com a participação de Sandra Cristina (psicóloga clínica) e Marília Garcia (terapeuta da fala), ambas do Núcleo de Intervenções Assistidas por Animais da PRAVI.


 Promover a coesão cultural 

A educadora social Sónia Luz, uma das responsáveis pelo projeto Akredita + E6G, revela que os principais resultados já visíveis no terreno ao abrigo desta intervenção, verificam-se sobretudo no âmbito do apoio escolar junto das crianças do primeiro ciclo.
“A adesão deste escalão etário tem sido muito boa, o que nos permite concretizar um dos nossos objetivos, que é combater o insucesso escolar. Mas estamos a trabalhar agora também no sentido de atrair os jovens, criando atividades nas áreas da música e da dança, que reúnem as várias culturas aqui residentes e também o futebol de rua. O que pretendemos é conseguir que estes jovens desenvolvam competências cívicas para a sua integração profissional, contribuindo assim para uma sociedade mais harmoniosa e com mais qualidade de vida”, refere a educadora, para salientar que um dos princípios gerais do projeto é precisamente diminuir as desigualdades e promover a justiça social.
Embora sediada no bairro da Abelheira, a Akredita em Ti abrange a população deste e do bairro da Amendoeira, desenvolvendo atividades que permitem combater a segregação de etnias e fomentar a coesão cultural. Uma multiculturalidade presente por exemplo no mix de músicas e danças étnicas que os jovens apoiados pela associação já tiveram a oportunidade de apresentar em público, nos intercâmbios realizados com outros projetos semelhantes, desenvolvidos na região.

Soraia Revez
“Trabalho na associação, o que tem sido muito bom para mim e para a própria etnia cigana. Este projeto permitiu alterar um pouco a mentalidade dos ciganos, que começam a abrir-se mais ao exterior. É bom pois trabalhamos em conjunto, com moradores dos dois bairros e com pessoas com as quais não convivíamos anteriormente.”

Flávio Revez
“Este projeto é muito positivo sobretudo para as crianças, pois já têm para onde ir depois da escola e ocupam-se com várias atividades. É também um bom centro de convívio para toda a gente. Gosto muito do estúdio de música e do futebol. Mas em geral gosto de lá estar e de aprender.”

Erica Teixeira
“Desde que a associação começou a trabalhar no bairro verificaram-se várias mudanças. A ligação entre os moradores dos bairros é agora muito melhor do que antigamente, pois permite-nos conviver. Toda a gente se conhece e é como se fôssemos uma família.”

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