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O Coro que encanta Quarteira

2017-06-20

Aos 13 anos Inês Reis tem uma certeza: quer ser feliz. Para isso canta no Coro Juvenil de São Pedro do Mar. E assim será também no futuro. É sua, a afirmação: “Entrar para este coro e estar com estas pessoas mudou a minha vida. Sinto que é uma necessidade continuar a cantar e a fazer parte deste coro. Amo mesmo estar aqui e julgo que as pessoas não devem deixar de fazer o que amam.”
A aventura começou aos seis anos, quando foi convidada a entrar para o Coro Juvenil de Quarteira como também é conhecido. Gostar de cantar Inês já gostava, mas a experiência trouxe-lhe uma nova alegria e “várias emoções” que aceita partilhar.
“Quando canto a solo sinto-me feliz, pois estou a adorar o Senhor de uma forma mais pessoal, apesar de estar sempre extremamente nervosa. Começo a sentir o coração a bater nas pernas (não sei se isso é normal) e tenho sempre medo de que algo corra mal. Por outro lado, quando canto em coro com os meus colegas e amigos, sinto-me muito feliz, porque sei que todos nós partilhamos a mesma paixão, que é a música”.

Continuar a melhorar
São exemplos como os de Inês que têm sustentado a existência do Coro Juvenil de Quarteira. Fundado em 1995 pelo padre Licínio Cardoso com a coadjuvação de Sílvia Espadinha, o coro residente da Igreja de São Pedro do Mar integra atualmente cerca de 30 elementos com idades compreendidas entre os seis e os 52 anos, vinte dos quais constituem o núcleo principal.
Inspetora tributária e maestrina do coro desde a sua criação, Sílvia Espadinha, de 47 anos, reconhece que nem sempre é fácil, mas o orgulho que sente “nos miúdos”, como gosta de se referir aos seus pupilos, é suficientemente forte para ultrapassar as maiores dificuldades.
“São miúdos muito empenhados e como estão aqui porque gostam, torna-se fácil manter o grupo organizado. É de realçar que eles cantam perante cerca de mil pessoas e muitos fazem solos. Há aqui um grande sentido de responsabilidade que os leva mesmo a ensaiar em casa”, refere a maestrina, para quem os “sorrisos e a gratidão” de quem assiste semanalmente à eucaristia dominical, na Igreja de São Pedro do Mar, constituem o mais importante reconhecimento do trabalho desenvolvido por todos.
“Dão-nos mais força para continuar a melhorar”, sublinha, para reconhecer o papel do Coro na sociedade. “O coro tem como principal propósito ajudar na celebração da nossa eucaristia (dita missa das 10. Temos a pretensão de ajudar as pessoas a louvar a Deus, incentivando o canto dos concelebrantes, bem como na criação de ambiente que leva à oração. E não nos podemos esquecer do papel educativo/formativo que uma atividade desta natureza tem no desenvolvimento das crianças e jovens, dotando-as de mais aptidões para a sua vida”, observa.

Sonhos de uma maestrina
Uma página no Facebook com cerca de 1200 seguidores e um canal no YouTube onde publicam as suas interpretações, ajudam a divulgar o trabalho do Coro. Para além da eucaristia e de atuações esporádicas fora da igreja, como Assembleias Diocesanas e eventos promovidos pela Junta de Freguesia de Quarteira, entre outros, alguns elementos do grupo participam também em cantatas/operetas e frequentam aulas na Escola de Música Padre Elísio Dias, grande impulsionador do ensino da música. Fundada em maio de 2014, a escola conta com um professor que ensina órgão e formação musical.
“O principal objetivo é criar músicos para ajudarem nas celebrações. A escola é especialmente aberto ao coro mas, sempre que há vagas, aceitamos quem queira frequentar as aulas”, realça a responsável, que não esconde alguns sonhos: que muitas mais crianças, jovens e adultos se juntassem ao coro, que antigos elementos voltassem e que alguns músicos da Freguesia colaborassem ativamente no crescimento do projeto. Mas também que as crianças pudessem ter aulas de outros instrumentos para além do piano e conseguir a transmissão das eucaristias, através do YouTube, para que todos os que não podem deslocar-se à igreja, possam acompanhar as celebrações em direito.
Nos seus já 22 anos de existência o Coro de Quarteira tem promovido também vários intercâmbios com outros coros juvenis, vertente que Sílvia Espadinha gostaria de conseguir reforçar no futuro.

Inês Reis - “O que eu gostaria de dizer às crianças e aos jovens é que, se gostam de cantar e têm uma grande paixão pela música, este coro é o sítio ideal para começarem a seguir os vossos sonhos. O ambiente e a energia são muito bons e estas pessoas são capazes de criar momentos fantásticos”

Marcos Mestre - “Eu adoro cantar. Quando canto, sinto muita alegria, pois para mim é muito especial cantar aqui. Fazer parte do coro é algo que pretendo continuar a fazer no futuro. E convido outras crianças e jovens a virem experimentar, porque a música é fantástica e isto é muito divertido, especialmente devido aos colegas que temos.”

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