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Junta de Freguesia ao encontro dos idosos

2019-05-28

“Estou muito sozinha e infelizmente preciso de ajuda para tudo. Por isso, qualquer apoio que receba será muito útil para mim”. O desabafo é de Lídia Peralta, 83 anos, residente em Quarteira, onde a Junta de Freguesia (JF) está a implementar o projeto ‘Idoso Isolado’. O objetivo é proporcionar respostas às necessidades das pessoas com mais de 65 anos, que se encontrem em situação de maior vulnerabilidade geográfica e social.

Desenvolvido no âmbito do programa ‘Quarteira Presente’, o projeto da responsabilidade do Gabinete Sociocultural da Junta, pretende diagnosticar a situação da população residente com mais de 65 anos e referenciar quem se encontre em situação de isolamento social e geográfico, visando o seu encaminhamento para as instituições parceiras, que prestarão o apoio adequado às respetivas capacidades e necessidades. Para o efeito decorre, numa primeira fase, um questionário junto dos residentes desta faixa etária que contempla ainda a possibilidade de os idosos expressarem as suas opiniões e sugestões.


 

Conversar e passear
“O envolvimento dos cidadãos nestas questões sociais fomenta sempre o espírito de inter-ajuda, um dos mais importantes pilares de uma comunidade saudável, por isso convidamos quem tenha conhecimento de pessoas com mais de 65 anos em situações de isolamento a comunicarem esses casos à Junta”, desafia o Presidente da Junta de Freguesia de Quarteira, Telmo Pinto. Criar condições para uma intervenção concertada e dinâmica é aliás a grande finalidade do projeto em curso.

Para o efeito foi criada uma rede de voluntários que tem como missão prestar um apoio sistemático e responsável a algumas das pessoas sinalizadas. Tarefas tão simples, mas tão importantes para a qualidade de vida do idoso como passear ao ar livre, ir à farmácia ou conversar, fazem parte das atividades que estes voluntários poderão desenvolver no âmbito do projeto, que prevê o encaminhamento das situações de maior vulnerabilidade para Instituições da Freguesia que desempenham um papel importante no que diz respeito à criação de respostas adequadas aos casos mais graves. São parceiros no projeto, a Universidade do Algarve, que colabora com o Gabinete Sociocultural da JF de Quarteira através do projeto CENIE - Centro Internacional sobre o Envelhecimento, a Câmara Municipal de Loulé, a Guarda Nacional Republicana, o Instituto da Segurança Social, a Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Quarteira, os Bombeiros Municipais de Loulé, o Centro Paroquial de Quarteira, a Fundação António Aleixo, o Movimento de Apoio à Problemática da Sida, a Associação Humanitária Doentes de Parkinson e Alzheimer de Quarteira, o Cantinho da Amizade, a Agência do Banco de Tempo de Quarteira, a Academia do Saber, a Associação Mãozinhas Solidárias e a Associação Socio-Cultural de Quarteira.


A importância de um envelhecimento ativo
«A saúde dos mais envelhecidos e a sua autonomia pessoal irá afetar cada vez mais os orçamentos públicos. Em quase todos os países, o número de pessoas com idade superior a 60 anos está a crescer de forma mais acelerada do que qualquer outro grupo populacional, devido ao aumento da esperança média de vida e ao declínio da natalidade. Dadas as estimativas que indicam que em 2051 os adultos mais velhos representarão 33% da população total, o envelhecimento toma cada vez mais peso na agenda política, quer em termos nacionais quer internacionais. O índice de envelhecimento em Portugal, segundo a ProData, foi de 153.2, indicando que temos 153 pessoas com mais de 65 anos por cada 100 pessoas com menos de 15! Tendo-se observado em Portugal um aumento de 9,8% da população com mais de 60 anos de 2011 para 2018, podemos estimar que se a mesma percentagem se tiver observado na região do Algarve teremos na região cerca de 96400 pessoas com mais de 60 anos, representando qualquer coisa como 21,9 % da população residente. No Algarve agrava-se este problema, porque à população residente se acresce um elevado número de não residentes nacionais e estrangeiros, que, por estarem reformados, residem na região por grandes períodos de tempo, usufruindo dos serviços de saúde e de apoio social existentes.» Sandra Rafael Gamboa Pais, Docente e Investigador da Universidade do Algarve

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